luz quente e luz fria na fotografia

Entenda os conceitos de luz quente e luz fria na fotografia e transmita a sensação que desejar

maio 24, 2019

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Qual a diferença entre luz quente e luz fria na fotografia? Fotografar não é apenas enquadrar e apertar um botão. A fotografia é composta de diversos elementos e um dos principais é a luz. Se você não souber controlar as diversas variáveis de uma luz na fotografia, você não conseguirá obter o resultado esperado.

Por exemplo, não adianta você reclamar que sua foto ficou em uma tonalidade muito quente, se você fotografou perto de uma parede vermelha.

Para que a imagem saia exatamente como você imaginou, você precisa aprender as características de cada cor de luz e quando usar cada tipo.

Parece complexo? Mas neste post vamos provar que não é. Você vai aprender a chegar na temperatura de cor exata que você desejar em cada fotografia.

Tipos de luz

A luz possui diversas divisões, mas quando falamos em tipos de luz, pensamos primeiro nas fontes de luz, que podem ser três: natural, artificial e ambiente. Saber aproveitá-las em conjunto será muito importante para melhorar os resultados obtidos pelos seus cliques.

Luzes naturais

As fontes de luzes naturais são as emitidas pelos elementos da natureza. A principal delas é a luz do sol. Dependendo da forma como a luz solar incide nos objetos, sua iluminação pode ser mais ou menos intensa. É o tipo de fonte de luz que mais se modifica.

Outras fontes de luzes naturais são a lua, as estrelas, os raios e as auroras boreais.

O melhor momento para fotografar com luz natural é durante o dia, principalmente na Golden Hour – Hora dourada, que vai de 9h às 10h, na parte da manhã, e depois das 16h, na parte da tarde. A luz desses horários é menos dura. Aprenda como fotografar na Golden Hour e outras técnicas de fotografia para iniciantes.

Para fazer fotos externas utilizando o máximo da luz natural também é preciso levar em consideração as condições climáticas. Pode chover no dia das fotos ou fazer frio, por exemplo.

O que muitas pessoas não sabem é que a melhor situação para fazer fotos externas aproveitando a luz natural é em dias nublados, que deixa a luz difusa e mais bonita para um ensaio fotográfico.

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Luzes artificiais

As luzes artificiais estão em todos os lugares e o melhor: podemos controlá-las! Elas podem ter diferentes temperaturas e intensidades. Veja exemplos de luzes artificiais:

  • Faróis de carros;
  • Lâmpadas caseiras;
  • Refletores;
  • Holofotes;
  • Lanternas.

Existem várias razões para se utilizar a luz artificial na fotografia, entre elas está a necessidade de mais luz, o controle da iluminação ou a vontade de utilizar uma luz diferente.

De modo geral, para fotografar são utilizados quatro tipos mais comuns de fontes de luz artificial. São eles: incandescente, fluorescente, LED e luz de flash.

Incandescente

Este tipo de luz pode ser encontrado em lâmpadas comuns ou em grandes lâmpadas de tungstênio. Ela é considerada uma luz quente, ou seja, possui uma temperatura de cor mais quente em relação a luz natural. Esse tipo de luz é utilizado comumente em estúdios e sets de filmagem.

A luz de uma lâmpada é muito dura, por isso costumamos usar abajures em nossas casas. Você também consegue modificar a qualidade da iluminação incandescente utilizando-se de sinalizadores, refletores e material de difusão.

A luz incandescente fica quente ao toque, por isso é importante ter cuidado quando for manipular esse tipo de luz perto de crianças ou ao fotografar objetos que podem derreter, como plástico ou sorvete.

Fluorescente

Por ser uma luz mais econômica, a maioria dos edifícios públicos e escritórios costumam usar esse tipo de luz. No entanto, ele não é muito usado na fotografia. O grande problema em usar a luz fluorescente na captura de imagens é o fato dos tubos virem em diferentes temperaturas de cor.

Antigamente, as lâmpadas fluorescentes eram esverdeadas e os fotógrafos utilizavam-se de filtro magenta na lente da câmera para corrigir isso. Atualmente, elas veem em diferentes cores: branco fresco, luz do dia equilibrada, verde tradicional ou branco quente. Por isso, é difícil equilibrar o branco na iluminação com esse tipo de luz. Não dá para saber que tipo de luz está nos reatores. É possível ter 2 a 3 tubos de cores diferentes em uma sala.

LED

O termo LED significa diodos emissores de luz. É uma luz que ainda é nova no mercado de fotografia e vídeo, por isso dá para explorá-la de várias formas e criar trabalhos incríveis e únicos.

Dependendo da marca e da qualidade do LED, a temperatura da cor da luz pode variar muito. Alguns modelos costumam ter até duas temperaturas de cor em uma única luz.

A qualidade da luz de LED costuma ser dura, por isso não se espalha muito. Assim, é interessante que você suavize essa luz. Você pode fazer isso com um material de difusão.

Mas é preciso ter cuidado ao adquirir esse tipo de iluminação. Isso porque alguns LEDs não são brilhantes o suficiente. Assim, não é possível usá-los na fotografia. A menos que você use uma ISO alta, acima de 800, ou coloque a luz bem perto do seu assunto principal.

Aprenda essa e outras técnicas de como fotografar com pouca luz.

Luz de Flash (estúdio)

Em ambientes fechados, a luz do flash de estúdio é imbatível. É uma iluminação potente que você consegue controlar da forma como achar melhor, compondo os mais diversos tipos de cenas.

Você também pode utilizar diversos acessórios, como rebatedores e difusores que irão te ajudar a construir a dar o tom da imagem exatamente como você imagina.

A luz de flash possui uma temperatura de cor muito parecida com a da luz do dia.

Modelos de flashes mais baratos podem ter pequenos desvios de cor, mas que dá para ser corrigido na pós-produção.

Para trabalhar com esse tipo de iluminação, o ideal é usar a câmera totalmente no manual.

Flash delicado

A vantagem do flash delicado é ser portátil. Ou seja, você pode levá-lo para qualquer lugar e não irá depender de energia elétrica no local para que ele funcione.

A desvantagem é que ele possui um preço salgado, chegando a custar mais caro que o flash de estúdio.

O flash delicado pode ser usado tanto em fotos internas, como nas externas. Mesmo com sol, o uso do flash ajuda a controlar o contraste e a criar climas diferenciados nas imagens capturas.

Iluminação ambiente

A iluminação ambiente une os outros dois tipos de luz e dificilmente conseguimos controlar. É basicamente toda a luz que faz parte do local, seja oriunda de fontes naturais ou artificiais.

Um poste de luz pode ser enquadrado tanto como luz artificial quanto como luz ambiente. Apesar de ser uma fonte de luz artificial, não podemos apagá-lo se estiver nos atrapalhando.

A luz ambiente sempre está presente, exceto quando você fotografa em um estúdio. Por isso, é preciso usar a criatividade para aproveitá-la da melhor forma na cena.

Luz quente e luz fria na fotografia

Luz quente e luz fria na fotografia tem relação direta com a cor da luz. Isso porque quando estamos falando sobre temperatura da cor na fotografia, precisamos analisar dois fatores importantes: a propriedade física da temperatura e o aspecto psicológico das cores.

Por exemplo, quando vemos um quarto iluminado por velas, temos a sensação de ser um ambiente quente.

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Conforme a psicologia, a cor amarela é mais quente e produz um sentimento de fome. Já o azul é considerado mais frio e transmite tranquilidade.

Mas temos que observar que nem sempre a temperatura real condiz com a temperatura psicológica que aquela luz transmite. Por mais que um quarto iluminado com velas pareça quente, a vela tem apenas 1000K.

A luz do sol possui 5.200K, já a iluminação dos flashes das câmeras se encontra entre 5500K e 6000. Luzes incandescentes estão entre 3000K e 3200K aproximadamente.

Um dia nublado tem uma iluminação com a tonalidade em aproximadamente 7000K a 8000K. E chegando a níveis incríveis, temos os raios, que produzem uma luminosidade classificada aproximadamente entre 28.000K a 30.000K.

Vale ressaltar que o “K” vem de Kelvin e é uma medida de temperatura do mesmo modo que °C. A relação entre uma temperatura dada em graus Celsius e uma dada em Kelvin é estabelecida por: K = C + 273.

O balanço de branco na fotografia

Você já reparou que fotografias capturadas no mesmo ambiente, às vezes, apresentam cores diferentes? Algumas ficam amareladas, outras já apresentam um tom mais azulado. Sabe o que causa esse efeito? Essa variação de cor é resultado do balanço de branco feito pela câmera.

Às vezes, a lente da câmera não consegue entender corretamente o branco contido no ambiente e distorce as cores na fotografia.

Assim, a funcionalidade que corrige a coloração das fotos nas câmeras é chamada de balanço de branco. Ela é chamada assim porque quando você mostra para a câmera o que ela deve tratar como a cor branca na imagem, ela automaticamente ajusta as demais cores.

Caso você fotografe em RAW, mesmo que você se esqueça de “bater o branco” e capture a cor da luz de forma errada, será fácil ajustar a luz quente e a luz fria na fotografia na pós-produção.

No entanto, se você fotografa em JPG, é imprescindível que você ajuste o balanço de branco sempre que mudar a cor da luz de seu ambiente.

Entenda a diferença entre RAW e JPG na fotografia.

Modos de balanço de branco na fotografia

Existem quatro formas da sua câmera trabalhar a mudança na cor causada pelos diferentes tipos de iluminação nos ambientes: usando a função automática, estabelecendo modos pré-definidos, usando uma ferramenta em que você indica a temperatura da cor aproximada ou usando o modo manual para ajuste do balanço de branco.

Modo automático

No modo automático, você não tem nenhum controle sobre a coloração final da fotografia e nem sempre o sistema da câmera acerta. Você corre o risco de ter como resultado uma fotografia sem vida, com cores que não apresentam o devido brilho.

Isso ocorre porque a câmera só consegue medir com precisão a cor se houver elementos brancos na cena.

Sendo assim, tente não optar por esse modo de balanço do branco.

Modo pré-programado

O modo pré-programado costuma apresentar resultados melhores que o modo automático. Esse ajuste permite que você escolha uma configuração de acordo com a iluminação local. Assim, a câmera tem melhores condições de medir a tonalidade da luz no ambiente.

Por exemplo, se você for fotografar ao ar livre em uma tarde ensolarada, escolha o modo “luz solar”, pois será o que irá refletir melhor a realidade.

Nem sempre haverá um modo programado que condiz exatamente com a realidade, mas as câmeras modernas costumam trazer uma grande variedade de opções, que cobre uma boa faixa de temperatura de cor.

As configurações pré-programadas mais encontradas são: luz solar (para dias com sol em locais abertos), dia nublado (para dias chuvosos, em locais abertos), luz fria (lugares fechados com luzes em tons mais azulados), luz de tungstênio (lâmpada comum incandescente) e, nas câmeras mais novas, luz de flash e sombra.

O ideal é você fotografar usando os diversos modos em diferentes ambientes e observar o que funciona melhor em cada situação.

O modo pré-programado é especialmente interessante ser usado em câmeras que não trazem nenhum tipo de configuração manual para o balanço de branco.

Modo manual

Algumas câmeras trazem dois modos manuais para se fazer o balanço de branco na fotografia: um no qual você pode indicar a tonalidade da iluminação e outro no qual você focaliza um objeto branco do ambiente para que a própria câmera faça a medição, o famoso “bater o branco”.

Muitas pessoas têm medo dos modos manuais, de não saberem como configurar, mas no caso do ajuste do balanço de branco, não há segredo nenhum. Você não precisa saber exatamente a temperatura da cor, basta observar a coloração predominante no ambiente e sua iluminação. Se for preciso, olhe em uma tabela de temperatura de cores, como a da imagem abaixo, e indique para a câmera o valor.

Blog IpsisPro Figura-04 Entenda os conceitos de luz quente e luz fria na fotografia e transmita a sensação que desejar

Outras câmeras trazem um círculo de cores e você só precisa colocar o marcador sobre a região de cores que mais se aproxima da iluminação do ambiente.

Para usar o método completamente manual, ou seja, para bater o branco, basta colocar a câmera neste modo, apontar a câmera para uma superfície branca, que pode ser a própria parede do local, e ela entenderá qual é a iluminação do ambiente e o que ela deve tratar como branco.

É importante lembrar que a intensidade da luz varia durante todo o dia, por isso é importante corrigir o balanço do branco regularmente.

Para que você consiga utilizar luz quente ou a luz fria na fotografia a seu favor, você também precisa aprender a controlar a quantidade de luz que entra na câmera. Para isso, entenda melhor o que fotometria e aprenda a usar o fotômetro.

Ousando com o balanço de branco na fotografia

Quer uma dica? Não use algo completamente branco para bater o branco. Aponte a câmera para superfícies mais acinzentadas, mas que não sejam muito escuras e nem refletivas. Dessa forma, você terá uma imagem final com cores mais vívidas e valorizadas.

Se você quer usar e buscar por resultados diferentes, pode se divertir com as cores na hora de fazer o balanço do branco.

Agora que você já sabe a diferença entre luz quente e luz fria na fotografia, conseguirá obter fotos cada vez melhores. Use-as para compor o seu portfólio. Veja duas receitas de como montar um portfólio de fotografia e feche negócio na quarta foto!

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