matematica na Fotografia - Proporcao Aurea

Uma união improvável: matemática e a fotografia

julho 5, 2019

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Se você achou que nunca usaria a matemática para nada na sua vida, a não ser na hora de contar o troco do mercado e reclamar no RH depois de fazer a conta e perceber que o salário veio errado, preciso dizer que você se enganou. E mais do que isso: pode até não perceber, mas você usa os princípios matemáticos sempre que faz uma novo fotografia.

Matemática e fotografia estão muito relacionadas e essa combinação nos possibilita criar composições mais harmônicas. Como disse Jack Black, no filme “Escola de Rock”: Matemática é legal!

 

Olha aí, Renata… Tem uma galera falando aqui que a gente usa matemática na fotografia. Dá pra acreditar? Tudo maluco!

 

Mas é verdade, minha cara Renata e meu jovem desconfiado. E sabe onde a matemática é mais presente na fotografia? Na composição. Pois é… Acredita? Com ela podemos estudar e encontrar a melhor forma de dispor os objetos no quadro usando proporções já conhecidas. Sendo assim, aqui temos alguns momentos onde fotografia e matemática se encontram e são momentos tão lindos. Se liga!

Regra dos terços

Este é um dos usos mais comuns da matemática na composição fotográfica. Divida o quadro com duas linhas verticais e duas linhas horizontais, criando pontos de interesse. Ela cria setores na imagem e nos ajuda a escolher o melhor lugar para posicionarmos o nosso objeto de interesse. De forma geral, os melhores pontos do quadro, nessa situação, são os locais onde duas linhas se encontram.

Blog IpsisPro 8975-1024x684 Uma união improvável: matemática e a fotografia  Esta técnica é muito utilizada atualmente porque ela se provou extremamente útil para criar imagens muito agradáveis aos olhos de quem observa sem que o espectador perceba.

Por exemplo, ao fotografar o horizonte, como o pôr do sol em uma praia, posicione a linha do horizonte em um dos terços horizontais. Se o mais atrativo é o céu, posicione o horizonte no terço inferior, dando mais destaque a este elemento. Caso vá fotografar o rosto de uma pessoa, deixe os olhos como ponto de interesse. Se o plano for mais aberto, capturando o rosto e o corpo de uma pessoa, posicione-a em um dos pontos de interesse superiores, deixando que o ambiente preencha o restante do quadro.

Proporção áurea

Essa aqui parece coisa de maluco. Sério! Consiste em uma série de cálculos matemáticos que tem as razões resultantes em 1,16180. Entendeu? Viu como é fácil? Não, né? Nem eu entendi rs Então vou desenhar 🙂 De verdade…

Toda essa maluquice matemática é facilmente compreensível quando a gente coloca no papel, porque tal cálculo resulta em uma conhecida espiral que é encontrada em diversos elementos da natureza. Daí o nome proporção áurea, pois acredita-se que toda a natureza desenvolve-se em torno dessa proporção. E quando esses cálculos e proporções são aplicados a um retângulo chegamos a forma geométrica conhecida como retângulo de ouro.

Este retângulo ficou conhecido como uma das formas geométricas mais visualmente agradáveis ao observador e, por isso, foi amplamente aplicada na pintura, arquitetura e, claro, na fotografia.

Então tá, vamos simplificar toda essa loucura para todo mundo entender: a aplicação da proporção áurea na fotografia funciona mais ou menos como na imagem abaixo 🙂

Blog IpsisPro 29-1024x683 Uma união improvável: matemática e a fotografia

Simetria

Depois da loucura do último tópico, esse fica mais fácil de explicar: dividindo a foto no meio, as duas metades tem que ser, ao menos, parecidas. É como se os dois lados da imagem fossem irmãos gêmeos 🙂

Posicionando o objeto principal da foto no centro do quadro, criamos uma organização geométrica. O uso mais comum é a simetria horizontal, ou seja, direita e esquerda, muito usada em fotos de arquitetura, retratos e algumas paisagens. Já a simetria vertical é mais comum em paisagens e facilmente obtida em imagens com superfícies reflexivas, como a água, onde a metade de cima é refletida na parte de baixo da imagem.

Para tornar a composição mais interessante, explore a perspectiva, criando linhas diagonais em direção ao ponto de fuga da imagem. Assim, suas imagens serão mais atrativas, conferindo movimento a elas.Blog IpsisPro 1138-1024x463 Uma união improvável: matemática e a fotografia

Viu, Renata?

Pois é. Você usa a matemática todos os dias quando fotografa e nem tinha percebido, não é? E logo você que achava que nunca ia usar nada disso na vida! Vou ali no Facebook mandar uma mensagem pra dona Cecília, minha professora de matemática no Ensino Médio, e agradecê-la. Eu venci na vida usando a matemática \o/

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